Publicado em: 22/06/2021 18:28:42.619
O campus de Rolim de Moura vai sediar ao longo da próxima semana, entre os dias 28 de junho e 02 de julho, o evento Gregas, Romanas e Troianas: Encontros Amazônicos, promovido pelo Medeia Grupo de Teatro, um projeto de extensão sob responsabilidade da professora Cynthia Mota, do Departamento de História. Segundo a professora, este é o terceiro evento que tem como foco discutir História Antiga através do teatro, mas o primeiro que acontecerá de modo remoto. “Sempre envolvemos escolas e centenas de alunos, e agora não será diferente, mas estaremos online. O que não muda a abordagem da história antiga como algo vivo, e para isso discutir e encenar peças clássicas tem sido um caminho muito produtivo. É um modo de trazer os gregos para a Amazônia”, explica a professora Cynthia.
O evento vai realizar quatro palestras e uma mesa-redonda com pesquisadores de diversas instituições do Brasil e de Portugal. A abertura, que acontece na tarde de segunda-feira, às 15h, será com a palestra A mulher na comédia: trajeto de uma figura, proferida pela professora Maria de Fátima Sousa e Silva, da Universidade de Coimbra. Já o encerramento, a partir das 19h da sexta-feira, 02/07, será com a mesa redonda Em cena: a tragédia grega, que reunirá pesquisadores das regiões Sudeste, Norte e da Argentina. A programação pode ser consultada no anexo.
Medeia Grupo de Teatro – O grupo de teatro que realiza o evento é um projeto de extensão da UNIR, e já realizou atividades semelhantes em 2017 e 2019, com a presença de grupos de música medieval que estiveram em Rolim de Moura especialmente para o evento e se apresentaram em escolas públicas da cidade. “Eu sou professora de História Antiga e História da Grécia e sempre pensei que estes períodos deveriam ser vistos como realmente foram, pujantes e criativos. E visita-los através do teatro e encenar as peças com jovens alunos foi o modo que encontramos”, explica a professora Cynthia Mota. O Medeia, que leva o nome da primeira peça que montou ainda em 2017, se reunia, até o início do isolamente provocado pela pandemia de Covid-19, uma vez por semana, sempre aos sábados. “Agora seguimos nos reunindo, de um jeito diferente, mas as coisas seguem acontecendo”, diz a professora Cynthia, que comemora ter no grupo alunos que tiveram o primeiro contato com o projeto ainda no ensino médio e que agora estão na universidade.